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Dicas práticas

Como se acalmar numa crise de ansiedade: passo a passo simples

Quando o coração dispara e a cabeça não para, alguns passos simples ajudam o corpo a sair do modo alerta.

Como se acalmar numa crise de ansiedade: primeiro, entenda o que está acontecendo

Você está na fila do mercado, numa reunião ou deitado na cama. De repente, o coração acelera, a respiração fica curta, as mãos suam e vem a sensação de que algo ruim vai acontecer. Saber como se acalmar numa crise de ansiedade começa por lembrar que o seu corpo entrou em modo de alerta.

Esse modo existe para nos proteger de perigos. Numa crise, ele dispara mesmo sem um perigo real na sua frente. É muito desconfortável, mas costuma passar. O objetivo das dicas abaixo não é "brigar" com a ansiedade, e sim ajudar o corpo a entender que pode baixar a guarda.

Uma observação importante: estas dicas ajudam no momento, mas não substituem avaliação nem tratamento. Se as crises se repetem, elas merecem cuidado profissional.

Passo a passo para se acalmar na hora da crise

1. Pare e nomeie o que está sentindo

Diga para si mesmo, em voz baixa ou em pensamento: "isto é ansiedade, é desconfortável e vai passar". Dar nome ao que você sente ajuda a tirar um pouco da sensação de descontrole.

2. Respire devagar, com a expiração mais longa

Inspire pelo nariz contando devagar até 4. Solte o ar pela boca, como se fosse apagar uma vela, contando até 6. Repita algumas vezes, sem forçar. O que importa é desacelerar, não acertar a contagem.

3. Use os sentidos para voltar ao presente (aterramento)

Procure ao seu redor 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 sons que ouve, 2 cheiros e 1 sabor. Sinta os pés firmes no chão e o peso do corpo na cadeira. Esse exercício leva a atenção dos pensamentos acelerados para o aqui e agora.

4. Reduza os estímulos

Se puder, diminua a luz, abaixe o volume, afaste-se da tela do celular. Barulho e muita informação ao mesmo tempo costumam alimentar a crise, principalmente em pessoas com sensibilidade sensorial.

5. Mude de ambiente, se for possível

Ir para um lugar mais calmo, uma sala vazia, o banheiro ou uma área aberta ajuda a quebrar o ciclo. Não precisa explicar nada para ninguém naquele momento.

6. Faça um movimento leve

Caminhar devagar, alongar os ombros ou abrir e fechar as mãos ajuda o corpo a gastar parte da energia do alerta. Movimento leve, sem exigir esforço.

7. Chame alguém de confiança

Uma mensagem curta como "estou tendo uma crise de ansiedade, pode ficar comigo um pouco?" já basta. Uma presença calma, mesmo por telefone, costuma ajudar bastante.

O que evitarNão use técnicas que envolvam dor ou choque físico. Também vale evitar cafeína e álcool para "aliviar". E tente não buscar sintomas na internet no meio da crise: isso costuma aumentar a preocupação.

O que fazer depois que a crise passa

Quando a crise termina, é comum sentir cansaço, tremor leve ou vontade de chorar. Isso faz parte. Algumas atitudes ajudam:

  • beba água e coma algo leve, se tiver fome;
  • descanse alguns minutos antes de voltar às tarefas;
  • anote o que estava acontecendo antes da crise (lugar, hora, pensamentos, sono da noite anterior);
  • seja gentil com você: ter uma crise não é fraqueza nem "frescura".

Essas anotações são valiosas numa consulta. Elas ajudam a identificar padrões e gatilhos, e a entender se a ansiedade está sozinha ou ligada a outras questões, como TDAH ou autismo. Se essa dúvida faz sentido para você, veja autismo ou ansiedade e TDAH ou ansiedade.

Quando procurar ajuda: sinais de que não é para enfrentar sozinho

Procure atendimento de emergência se você sentir dor no peito, falta de ar intensa, desmaio, confusão, ou se for a primeira vez que sente algo assim. Alguns sintomas físicos da ansiedade se parecem com os de outros problemas de saúde, e só um serviço médico pode avaliar.

Onde pedir ajuda no BrasilEmergência médica: SAMU, telefone 192. Apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), telefone 188, gratuito e 24 horas. Se você mora fora do Brasil, procure o serviço de emergência local do país onde está.

Fora da emergência, crises frequentes merecem avaliação e acompanhamento. Isso vale especialmente se elas:

  • acontecem várias vezes ou estão ficando mais intensas;
  • fazem você evitar lugares, pessoas ou situações;
  • atrapalham o trabalho, o sono ou os relacionamentos;
  • vêm acompanhadas de tristeza persistente ou desânimo.

Ansiedade tem tratamento: como a TCC pode ajudar

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha justamente com a forma como pensamentos, emoções, sensações do corpo e comportamentos se alimentam. Na terapia, você aprende a reconhecer os sinais de início de uma crise, a lidar com eles e a reduzir a evitação aos poucos, no seu ritmo.

A Monica Sarah Salomon é psicóloga (CRP 12/13557), com formação em TCC e pós-graduada em Neuropsicologia e em TEA. Ela atende adultos e idosos 100% online, em português, de qualquer cidade do Brasil ou do exterior. Saiba mais em terapia cognitivo-comportamental online.

Se fez sentido para você, veja como funciona o agendamento.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?
Costuma ser passageira, mas a duração varia de pessoa para pessoa. Se os sintomas forem muito intensos, diferentes do habitual ou não passarem, procure um serviço de emergência.
O que fazer para se acalmar rápido numa crise de ansiedade?
Respirar devagar com a expiração mais longa, usar os sentidos para voltar ao presente, reduzir estímulos e mudar de ambiente são estratégias seguras. Elas ajudam no momento, mas não substituem tratamento.
Quando uma crise de ansiedade é emergência?
Quando há dor no peito, falta de ar intensa, desmaio, confusão ou quando é a primeira vez. No Brasil, ligue para o SAMU (192). Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188, de graça e 24 horas.
Crise de ansiedade tem tratamento?
Sim. A psicoterapia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, ajuda a entender os gatilhos e a lidar com as crises. Em alguns casos, o acompanhamento médico também faz parte do cuidado.
Monica Sarah Salomon

Monica Sarah Salomon

Psicóloga (CRP 12/13557) desde 2015, pós-graduada em Neuropsicologia e em Transtorno do Espectro Autista, com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental. Realiza avaliação neuropsicológica e psicoterapia para adultos, 100% online.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação profissional. Reconhecer-se em algum ponto do texto não significa ter um diagnóstico.

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